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sábado, junho 20 2009 - 03:04
20/06/2009
Demora de ônibus é a principal queixa de usuário
O tempo de espera é a principal reclamação dos passageiros de ônibus intermunicipais da Grande SP. Mas eles têm reclamado menos desse problema quando avaliam o sistema: a queixa que mais cresce agora é sobre a conservação dos coletivos.
É isso que mostra o IQT (Índice de Qualidade do Transporte) de 2008, estudo divulgado ontem pela EMTU (empresa do Estado que fiscaliza os ônibus intermunicipais). O índice é uma pesquisa anual que mostra quais são as maiores queixas dos usuários e dá nota de zero a dez para as 40 empresas de ônibus intermunicipal do Estado.
Olhando para as reclamações, os problemas de operação (atrasos eventuais, intervalos grande de um ônibus para outro, quebra durante o trajeto) são a maior crítica. 47,1% dos usuários reclamam principalmente disso. Mas o número é menor do que em 2007, quando 54% dos passageiros diziam que essa era o principal problema.
Por outro lado, em 2007, 19% das pessoas pesquisadas falaram que o pior do sistema era a qualidade da frota. Na pesquisa de ontem, esse percentual subiu para 23,2%.
As queixas são parecidas nas três regiões metropolitanas do Estado. Os passageiros da Baixada Santista e de Campinas (93 km de SP) também dizem que as principais falhas são ligadas à operação dos ônibus, seguidas --igual à Grande SP-- da má conservação dos ônibus.
A avaliação mostra que, em geral, as empresas não ofereceram, no ano passado, um serviço melhor do que no ano anterior. A nota média da frota da Grande SP em 2008 foi 6,69. Em 2007, foi 6,54 --praticamente a mesma.
A nota é feita usando quatro critérios: qualidade da frota (conservação, letreiros corretos e luzes queimadas), operação, saúde financeira (que mostra se a empresa consegue sobreviver) e as reclamações dos clientes da cada viação. Dessa forma, é possível achar a campeão geral e a melhor empresa em cada quesito.
A Rigras, de Ribeirão Pires (ABC), com linhas para Santo André, Mauá, Rio Grande da Serra e Suzano, foi a melhor colocada. O presidente dela, Nivaldo Aparecido Gomes, diz que o resultado já era buscado há anos --a empresa foi a segunda colocada ano passado. "Focamos o serviço na satisfação do cliente. Antecipamos possíveis demandas e criamos linhas novas", diz.
Entre as dez piores linhas, quatro tiveram nota zero no quesito que avalia as finanças por não entregarem os balanços fiscais. A Eaosa, considerada a pior empresa, teve nota zero sobre a qualidade da frota. A empresa não se manifestou.
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