
Em uma nova incursão jornalística a equipe de reportagem do ‘’jardimpery.com’’ junto aos novos repórteres cidadãos do ''RAPORTÃO'' esteve na comunidade '' Futuro Melhor'' no bairro Jardim Pery Alto( Sem Terras) na Zona Norte da capital paulista, e o que vimos de perto foi uma situação caótica e problemática de uma população humilde que há anos vem sofrendo, sob os olhos e os desmandos do poder público paulista deixando-os em abandono total.
São centenas de famílias que por falta oportunidades e de melhores condições, habitam alternativamente locais de risco eminente, em casas dependuradas nos morros, em terrenos ingremes e acidentados, nas áreas de encostas, margens ou sobre palafitas, que erguidas com muita precariedade servem como único meio de moradia. A situação é insalubre e comprova a fraca atuação das secretarias reponsaveis no atendimento. Será que a SEHAB- a SIURB- e as SUBPREFEITURAS paulistanas são mesmo funcionais como anunciadas?
Na capital paulista, a população é de cerca de 11 milhões. Aproximadamente 10% desta gente toda, ou seja, cerca de 1 milhão de pessoas, vivem nas 1.637 favelas espalhadas hoje pela cidade, segundo o sistema de informações da Secretaria de Habitação do Município de São Paulo. O site da prefeitura ainda informa que grande parte dessas favelas, senão a maioria delas, está em propriedade municipal, isto é, em área que a administração municipal descuidou e foi ocupada irregularmente. “A favela existe em terrenos desocupados, áreas que não têm atrativo comercial ou sem proprietários bem definidos. Entre elas estão encostas de morros, ao lado ou mesmo dentro de córregos e mares, por exemplo”, diz Alex Abiko, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e especialista em urbanização de favelas e sustentabilidade urbana. O que a mesma secretaria se esquece de informar, ´que para se resolver tais problemas, é preciso que a prefeitura se uma com os governos estaduais e federal, pois só esta união será capaz de dar resolução a este que é problema mais crônico em nossa cidade.

''Quando chega os tempos de eleição, chovem candidatos em nosso bairro prometendo de tudo; habitações planejadas, construção de praças de esportes, postos de saúde, asfalto, redes de esgoto e tudo mais o que necessitamos, mas é passar este periodo eles somem e as promessas nunca são cumpridas. Segundo conta Elisangela; ela residia no Jardim Pery Velho, nas margens do conhecido '' Córrego Guaraú, de onde foi removida e indenizada por uma quantia de R 5.000,00, que não pra fazer outra coisa a não ser reconstruir seu novo barraco nas margens do Córrego do Bispo- no Jardim Pery Alto .
A situação calamitosa que ali se presencia é semelhante aos tempos da idade média, ou como no século XIX, quando ainda não existiam redes de esgotamentos sanitários, pavimentação, politica urbana, e nem mesmo a imprensa.
A carência assistida também nesta comunidade, nos remete á necessidade da mudança do discurso atual, buscando um novo diálogo entre os poderes públicos e das pessoas que sofrem pelo não atendimento dos setores (I) responsaveis. A falta buscar de um sério e forte modelo aplicavel de gestão politica social para os bairros da periferia faz-se extremamente urgente. Nesta incursão, quem solicitou nossa a nossa reportagam e nos orientou sobre problemas desta comunidade conhecida ''Mundo Melhor'' no bairro Jardim Pery Alto- foi o cantor, compositor e produtor de RAP ''Pulga''- do grupo ''RIMOLOGIA
Bairro Jardim Pery Alto- comunidade ''Futuro Melhor''- Zona Norte da cidade de São Paulo.O que presenciamos ao vivo nesta segunda feira na ''Comunidade Novo Mundo'' nos deixou atônitos e com os olhos lacrimejantes a ponto de chorar de tristeza, socar o ar, e, ou de começar de vez a revolução da periferia. O que não dá mais para continuar é assistir esta realidade de perto e não ficar sensibilizado sem nada fazer.
Ou já somos monstros, ou estamos em processo degenerativo de transformação da monstruosidade...Nesta região existe de tudo, pessoas que vieram expulsos de outros bairros pela prefeitura, gente recém chegada de outros estados como norte e nordeste, famílias desabrigadas que por falta de emprego ou por motivos diversos vieram pra este local. Crianças espalhadas pelos becos, correndo todos os riscos de contaminação ou de morte por afogamento no córrego que corre pelo meio da favela, aos pés do seu barraco.. Em suma, os motivos sempre demonstram a fraca atuação dos chefes de estado e do município, que na falta de atuação, sem planejamento e de inexistência de sérias políticas sociais se esquecem da população em tempos não próximos ás eleições.

Nesse sentido é fato que, o que existe de prático aqui nos ‘’Jardins’’ é uma aplicação negativa entre as piores condições socioeconômicas e a maior exposição ao risco ambiental, configurando-se situações de desigualdade ambiental e social. Ou seja, na teoria é um discurso e na prática uma distribuição de maneira desigual entre os diferentes grupos sociais, assim como a renda e o acesso a serviços públicos inexistem. Deste modo, a desigualdade social estaria na origem da desigualdade ambiental, uma vez que indivíduos e grupos sociais possuem acesso diferenciado a bens e amenidades ambientais (ou à qualidade ambiental). Noutra linha de pensamento, somados ao sofrimento local das famílias perdemos a beleza natural do manancial que existe por debaixo de toda a comunidade. O córrego do Bispo, que corta pelos fundos deste bairro, que um dia já serviu de condutor de água pura para o desenvolvimento da região metropolitana, hoje é uma via para o despejo de esgotos.
Esta incursão, que realizada no dia 31 de agosto de 2009, foi desenvolvida a pedido do cantor de RAP '- Bruno, vulgo ''Puga'' do Grupo RIMOLOGIA, com a finalidade de dar voz aos moradores da nossa região.
Na equipe estavam os representantes do ''RAPORTÃO'' -são eles( Roberson (Dj Caztro)- Flavio Casimiro( Joker)- Henrique (LAY) do grupo EMORTAIS ). Todos além de jovens formadores de opinião e membros de grupos de RAP são preocupados com os reais problemas vividos em suas comunidades.
*Abaixo, imagens da segunda saida da equipe do ''RAPORTÃO'' para gravar matérias nas comuniades da Zona Norte da cidade de São Paulo. O novo grupo de repórteres cidadãos estão sendo orientados pela redação do ''jardimpery.com com base nas reportagens do canal PERY-NEWS.
Texto: Robinson Dias
Fotos: Equipe de reportagem do ''Raportão''