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  Pau Brasil da rua Edgar Sales



Poucos brasileiros já tiveram o privilégio de ver uma árvore de pau-brasil. Isso porque as regiões onde eram encontradas grandes quantidades desta espécie sofreram um violento processo de devastação que praticamente fez com que o pau-brasil fosse incluído na lista das espécies ameaçadas de extinção. Porém, graças a algumas iniciativas louváveis no campo da preservação do meio ambiente, nos últimos anos, nossa árvore aos poucos vai tentando recuperar seu status de cidadã brasileira.

Este na foto ao lado, foi plantado a mais de 40 anos por iniciativa de morador da rua Edgar Sales.


Características do pau-brasil

Em relação à sua forma, ela é uma planta espinhenta (equinada, lembra-se?) que chega a medir de 8 a 30 metros de altura. Seu tronco mede de 40 a 70 cm de diâmetro e suas folhas têm de 10 a 20 cm. Sua madeira é dura, muito pesada, compacta, resistente e de textura fina e incorruptível - como aliás deveriam ser muitos políticos brasileiros, não é verdade? Ah, se alguns deles tomassem lições com o pau-brasil!... A madeira é uniformemente laranja ou vermelho-alaranjada e se torna vermelho-violácea com reflexo dourado após o corte. Suas flores são amarelas, sendo que uma das pétalas apresenta uma mancha vermelho-púrpura. Das flores exala um suave perfume.

A área de ocorrência do pau-brasil se estende do Rio Grande do Norte a São Paulo, sempre na floresta pluvial atlântica, mas sua freqüência mais expressiva se dá no sul da Bahia. As informações biológicas nos dão conta de que ela é uma planta semidecídua, heliófita ou esciófita. Se você ficou na mesma, não se desespere! Faremos uma breve pausa para esclarecer tais conceitos. Semidecíduas são as árvores das quais somente metade das folhas se desprende. Heliófitas são aquelas que precisam do sol (hélio) para se desenvolver. Já as esciófitas, são justamente seus opostos, pois elas precisam da sombra (escio) para sobreviver. Tais características são peculiares à floresta pluvial atlântica.

Nossa ibirapitanga ocorre preferencialmente em terrenos secos e inexiste na cordilheira marítima, sendo uma planta típica do interior da floresta primária densa. Sua floração se dá a partir do final de setembro, prolongando-se até meados de outubro. Entre novembro e janeiro se dá a maturação dos frutos.
As sementes são obtidas colhendo-se os frutos (vagens) diretamente da árvore quando iniciam a abertura espontânea. Em seguida, deve-se levá-las ao sol para completar a abertura e a liberação das sementes. Deve-se prestar muita atenção para o início da abertura das vagens, uma vez que esse processo não dura mais que alguns dias. 1 kg de sementes contém aproximadamente 3.600 unidades.
Pronto, você está se tornando um especialista em orabutãs!


FONTE: A árvore pau-brasil



A Paineira Rosa da rua Santo Adriano

Nome popular: Paineira, Árvore-de-paina, Paineira-rosa, Paineira rosa (Chorisia speciosa)
Família: Bombacaceae
Espécie: Chorisia speciosa St.-Hil.
Local de plantio desta: rua Edgar Sales

A "paineira" é uma das mais típicas árvores das florestas secas do interior do Brasil. A característica de estacionalidade climática mais marcante do interior, com um período de seca e frio mais acentuado, faz com que várias espécies florestais percam suas folhas no período mais seco, normalmente também dispersando as sementes nesta época, daí o nome destas florestas: estacionais e/ou caducifólias ou deciduais. A paineira, assim como o "jequitibá", o "pau-marfim", a "cabreúva", entre outras, despem-se de folhas no período seco, normalmente florindo e frutificando nesta época.

A paineira normalmente começa a florir e perder suas folhas à partir de dezembro, estando completamente sem folhas em abril e maio, quando começa a abrir seus frutos e dispersar suas sementes envoltas em abundante paina,
pelo vento.

As paineiras normalmente atingem grandes proporções, sendo árvores com troncos e ramos aculeados e o tronco bojudo, provavelmente para armazenamento de água. Pertence à família das "barrigudas" do nordeste e do "baobá" da África. Possui variedades de flores brancas e rosa de várias intensidades, sendo muito utilizadas para paisagismo de locais amplos. A paina (retirada de seus frutos) pode ser usada para enchimento de colchões e travesseiros tendo sido muito usada, no passado, para enchimento de bóias de embarcações.

Sua madeira não tem grande utilidade para o homem, embora os índios botocudos a utilizem para seus ornamentos de beiço e orelha. Tem crescimento rápido sendo recomendada para plantios de recuperação de áreas degradadas e para o paisagismo.

Provavelmente todas as pessoas já devem ter visto uma paineira em flor ou dispersando suas sementes, apesar da espécie ser cada vez mais rara em sua condição natural. Quem, em São Paulo, nunca ouviu falar do Clube Paineiras? Os mais velhos devem se lembrar de uma enorme paineira localizada no fim da Eusébio Matoso e começo da Francisco Morato, cujo corte, na década de 70, necessário para melhorar o tráfego na região, foi briga de muitos ambientalistas. Desta briga resultou o plantio de paineiras no canteiro central da Av. Sapetuba, na saída da Raposo Tavares, hoje adultas. Ao longo da Raposo Tavares existem alguns belos exemplares, merecendo destaque uma grande paineira logo atrás do Pequeno Cotolengo e após o viaduto do Km26, próximo ao ponto de ônibus; bem como uma série delas, menores, no trecho entre o retorno da São Camilo (Km 24) e o retorno de Embú (Km 26). Observem....

Nesta época, já dispensaram os frutos, mas algumas ainda mantém a semente preta envolta pela paina. A semente é de fácil germinação, pedindo o plantio em canteiros de pleno sol e regas abundantes. Destacaremos a paineira novamente em novembro, quando ela começa a florir.

Neste mês de outubro, não deixe de observar os exemplares de "jacarandá-mimoso" (com suas belas flores roxas) e as "tipuanas" e "sibipirunas", com suas exuberantes floradas amarelas.

Por Eduardo Luís Martins Catharino-
Engenheiro Agrônomo, mestre em
Botânica e pesquisador científico
do Instituto de Botânica de São Paulo


foto(1)/Robinson Dias**
postado dia 20 de março de 2008,
obs: Tão breve consigamos informações sobre o nome da pessoa que fez o plntio dessa árvore, data/motivo, e mais ...publicaremos aqui



O Jacarandá Paulista da rua Octávio Tavares


fotografada em fevereiro de 2008


Árvore característica da região sudeste, ocorre apenas nos estados de, São Paulo, minas gerais e Paraná, é uma das espécies de maior grau de extinção..Sua madeira era extramamente procurada para a confeccção de moveis, portais, e vigamentos e luxo, tendo sido muito exportada´para diversos paises da Europa, Asia e America Central.

 

Jacarandá
De uso generalizado no mobiliário do barroco brasileiro, o jacarandá foi também exportado em larga escala para a Europa, onde fez concorrência ao ébano. Sua exploração comercial, antiga e intensa, contribuiu para a devastação das áreas onde crescia e, como espécie espontânea, tornou-se raridade.
Árvore da família das leguminosas, a mesma do jatobá, do pau-brasil e do pau-ferro, o jacarandá-verdadeiro ou jacarandá-da-baía (Dalbergia nigra) pode chegar a cinqüenta metros de altura, com noventa centímetros a 1,20m de diâmetro no tronco liso. A madeira, de um roxo quase negro e com listras escuras, é das mais rijas e duradouras do Brasil. Sua área original de ocorrência estendia-se do sul da Bahia ao Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Numerosas outras árvores dos gêneros Dalbergia e Machaerium, da família das leguminosas, são também chamadas de jacarandás, pela semelhança que sua madeira apresentam com a do jacarandá-da-baía. É o caso do jacarandá-do-pará (D. spruceana), de toda a Amazônia; do jacarandá-caviúna ou pau-violeta (D. cearensis), do Nordeste; do jacarandatã (M. scleroxylon), de Minas Gerais; e do jacarandá-paulista ou jacarandá-pardo (M. villosum), dos estados da região Sul.


O plantio desta árvore certamente foi feito pelo proprietario da residencia, que era um espanhol ,de nome e identidicação á confirmar.  A data de plantio também confirmaremos em breve. As outras caracteristicas desta planta, sementes, folhas e flor serão fotografadas e publicadas de acordo com o ciclo da espécie. Sendo assim, acompanhe esta coluna e, se tiver uma sugestão, opinião, ou quiser participar com a sua foto. 
É só começar.
Envie para nosso Email: jardimperi@bol.com.br

FONTE: http://www.biomania.com.br
foto/Robinson Dias

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