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Arboreto da Vila Amália no Horto Florestal: Importante no passado, esquecido no presente.
O arboreto mais antigo do estado é o Arboreto Florestal da Vila Amália, fundado em 1925 e especializado em plantas florestais, principalmente da flora lenhosa paulistana e de espécies medicinais do estado. Há muitas informações em livros de registro sobre os dados de plantio dessa coleção datadas de 1929. É considerado um dos mais antigos e importantes Arboretos ligados a instituições governamentais com finalidades educativas, de pesquisa (dendromia, fenologia, silvicultura etc..) e \ou produção de sementes. Ocupa uma área de 9,6 há. E possui uma diversificada coleção de espécies arbóreas, incluindo certo numero de plantas exóticas. Localizado na zona norte da cidade, entre os bairros do Horto Florestal, Jd Peri, Pedra Branca, Lauzanne, Vila Amália e Vila Amélia e bairro da Sta Ignêz, bem ao lado do Parque Alberto Loefgren.
Arboreto da Vila Amália no Horto Florestal: Importante no passado, esquecido no presente.
Esta área, que no passado serviu de importante campo de estudos científicos e para a coleta seletiva de mudas e sementes de espécies da flora nativa para a conservação e o reflorestamento, com o tempo perdeu espaço á novos e emergentes viveiros do interior do estado. No fim da década de 70, deixou de servir á pesquisa, sendo utilizado alternativamente e com mais freqüência pela população do entorno como área de lazer. Mas por falta de manejo a área sofreu alterações devido o impacto urbano. .
Em meados de 2002 foi instalada uma ciclovia em meio ás muitas trilhas espalhadas em meio à mata de muito verde, córregos e nascentes, numa ótima e convidativa opção de lazer. Entretanto, apesar de toda a beleza e exuberância do local nem tudo é paraíso, pois são muitos os problemas a primeira vista que se tem numa rápida visitinha da nossa redação ao local: A ciclovia precisa de reparos em vários trechos, o esgoto a céu aberto vertem em vários cantos pelos dois córregos do interior do arboreto, depredações de plantas e árvores muito constantes. Um exemplo são as árvores da espécie ‘’Jatobás’’, que por possuir propriedades medicinais na casca da planta são mutiladas na extração do remédio pela ação predatória de populares, deixando as plantas induzidas á morte. Outro problema são os acúmulos de lixo espalhados nas trilhas de toda a mata.
No ano de 2000, próximo a vila operária, conhecida como ‘’Olaria’’- foram instalados brinquedos antigos do parque do Horto Florestal PEAL - um pequeno parquinho infantil, visando atender as crianças das proximidades, mas por falta de manutenção os brinquedos vivem quebrados e trazem operigo e risco de acidentes á usuários, principalmente á nossas crianças.
O fato é que, o Arboreto da Vila Amália está esquecido a mais de 40 anos, e necessita de urgente investimento e ação firme que garanta a sua preservação, ou corre-se o risco de sumir do mapa.
Outros visitantes reclamam da ocorrência de assaltos, estupros e os furtos de bicicletas muito comuns no local. ‘’No inicio tinha boa visitação e eu vinha sempre com minha família, mas com a insegurança tenho medo e só venho em grupo, o arboreto esta totalmente abandonado’’ Foi o que disse Erika Borges, freqüentadora assídua do arboreto. Segundo a assessoria do Instituto Florestal, no momento só há dois vigias para efetuarem a segurança em toda essa enorme área, que mesmo cercada de alambrados não deixa de ser uma área muito vulnerável a assaltos. A Diretora Lucia Arromba afirma que, um novo plano de manejo para o parque, esta em fase de conclusão, e visa fazer do arboreto um novo “núcleo”, o Núcleo Vila Amélia. Com gerenciamento autônomo, a exemplo dos outros núcleos do Parque Estadual da Cantareira. Assim, desta forma usando recursos de compensação ambiental, poderão ser feitos investimentos em segurança, com a contratação de mais vigilantes.
Atualmente, a não ser por moradores mais próximos que utilizam o local para caminhadas ecológicas, a visitação do arboreto é pequena diante da necessidade e da falta de opção de lazer na região. Há momentos de total desertidão no local. Entre frequentadores e usuários mais avisados é comum a recomendação de se ter atenção com assaltos nas horas. De toda a importância no passado, atualmente serve apenas como área verde e para o lazer. Mas não são poucos os problemas encontrados por falta de manutenção adequada.
Dois pequenos córregos atravessam as dependências do arboreto. Um deles passa por processo de tratamento da SABESP e já se ve certa melhora na qualidade da água. Porém noutro córrego, que deságua no córrego Guaraú no Jd Peri, continua recebendo esgotamento residêncial desde as (residencias do bairro do coxo) e de ambos os bairros citados nesta materia.
O gerenciamento do Arboreto da Vila Amália é de responsabilidade do Instituto Florestal, com o plantio de árvores variadas para estudo científico. Com o crescimento das árvores e o esgotamento dos estudos, a área foi sendo abandonada. Sendo distante da entrada principal do Horto Florestal, acabou esquecida. Há cerca de cinco anos foi criada uma ciclovia, que ocupa uma pequena parte das alamedas. No começo era muito frequentada, mas como aumento do número de roubos e problemas de segurança, quase não é usado por ciclistas.
Mas há visitantes que recomendam muito cuidado nas horas em que a freqüência de visitantes é menor e silêncio, fica praticamente sem visitantes, temerosos pela questão da violência urbana. Mas em pequenos grupos, ou em uma hora bem iluminada, vale uma visita, caminhar pelas alamedas que parecem estar em um bosque de outra cidade. Ou passear de bicicleta. A tranquilidade do espaço faz perder a noção de se estar em uma metrópole agitada.
Em outros trechos junto à divisa do arboreto, próximo ao á Vila Amália, há irregularidades de moradias que, cujos terrenos avançam para dentro do terreno do arboreto. Estas áreas, ao contrario das invasões em outros cantos da cidade são chamadas ‘’Áreas de Indefinição’’. Mas para qualquer um que presencia o arboreto a impressão que se tem é a de invasão mesmo, porém com a diferença em ser de alto padrão...
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